Cinema da Rampa

Ao final das atividades do Cine Maricá, Sr. Pedro Pereira vendeu os equipamentos de projeção para o dentista Walter Elias D’Giorgio, que montou na garagem de sua casa, na Rua Carlos Rangel, um pequeno cinema, que ficou conhecido como Cinema da Rampa, funcionando do final dos anos 50 até o início dos anos 60.

Luiz Carlos Bittencourt (Carinha), que chegou a frequentar o cinema caseiro do dentista, contou-nos que a tela era colocada no topo da rampa da garagem e lá se projetavam os filmes de maneira improvisada, ao ar livre. A atividade cineclubista ocorria aos domingos, exibindo principalmente filmes de animação para crianças, comportando cerca de 40 pessoa. Alberto Luis Machado Borges (Dr. Albertinho) lembra-se de um chaveirinho que o próprio Dr. Walter distribuía para as famílias frequentadoras do cinema, como um passe para comparecer à sessão. Por outro lado, a historiadora Maria Penha relata que o espaço era restrito a um grupo seleto de moradores do centro da cidade. Ela, que morava em Bom Jardim, não comparecia às exibições do Cinema na Rampa e, como lembra Carinha, alguns ficavam do lado de fora dos muros, procurando enxergar alguma coisa do que se passava na tela.

Suscetível às condições climáticas, por vezes as sessões tiveram de ser interrompidas pela chuva, com direito a raios e trovões, e todos saiam correndo buscando onde se abrigar enquanto seu Walter corria para salvar o equipamento. Estes e outros motivos fizeram com que a empreitada não durasse muito tempo, mas não soubemos o que foi feito do equipamento de projeção.

*Esta pesquisa foi realizada a partir de entrevistas, matérias de jornais e pesquisa bibliográfica que compuseram um primeiro conjunto de informações expostas aqui. Caso queira contribuir com sugestões, novos dados ou lembranças que acrescentem ou retifiquem algum dado, entre em contato por aqui. 

 

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